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Por Equipe Plare

Guias · 9 min

Como escolher o software BIM certo para o seu escritório

Um método de 6 passos para escolher software BIM sem erro: formato exigido pelo cliente, tamanho da equipe, hardware, curva de aprendizado, custo total e saída em formato aberto.

A escolha de um software BIM é uma das decisões mais caras que um escritório toma — não pelo preço da licença, mas porque ela define como a equipe trabalha pelos próximos anos. E, curiosamente, é uma das decisões mais tomadas por impulso: alguém indica, todo mundo usa, ninguém questiona.

Este guia transforma a escolha em processo. Não é sobre qual software é melhor no abstracts — é sobre qual é melhor para você.

1. O que o cliente exige (esse critério anula os outros)

Antes de qualquer coisa, descubra que formato o seu entregável precisa ter. Essa resposta sozinha elimina metade das opções:

  • Se o contrato exige .rvt, você precisa do Revit — ou de um parceiro que tenha. Nenhuma alternativa abre o formato proprietário.
  • Se o cliente aceita DWG, PDF e IFC — o caso da esmagadora maioria dos projetos de arquitetura —, todas as ferramentas do mercado servem, e você pode escolher por velocidade e custo.

Escritórios perdem meses avaliando softwares que nunca poderiam usar por causa de uma cláusula contratual. Comece por aqui.

2. Tamanho e perfil da equipe

O tamanho da equipe muda completamente o peso de cada critério
PerfilO que pesa maisTipo de ferramenta
Autônomo / 1–2 pessoasVelocidade e custo; não há tempo para treinamento longoFerramenta leve, de aprendizado rápido
3–10 pessoasPadronização e colaboração entre projetistasFerramenta com bibliotecas próprias e troca simples
10+ pessoasCoordenação multidisciplinar e controle de versãoSuíte BIM completa com worksharing
Equipe mista (Mac + Windows)Suporte nativo aos dois sistemasArchiCAD ou Vectorworks hoje; Plare em fase Windows

Comparação qualitativa com base em documentação pública e no uso cotidiano dos softwares. Preços mudam com frequência — consulte sempre o site oficial antes de decidir.

3. Onde está o seu gargalo

A pergunta mais útil é: em que momento do projeto você perde mais tempo?

  • Estudo de layout e aprovação com cliente → procure ferramenta com 2D e 3D unificados e iteração rápida. É a proposta do Plare.
  • Documentação e detalhamento → procure ferramenta com geração de prancha refinada, como ArchiCAD.
  • Coordenação com estrutura e instalações → procure suíte com worksharing e detecção de interferência, como Revit.
  • Imagens e apresentação → avalie ferramentas com render integrado ou um fluxo de exportação limpo.

Comprar a ferramenta errada para o seu gargalo é o erro mais comum: você resolve um problema que não tem e continua com o que tinha.

4. Hardware que você tem (não o que você sonha)

Avalie o software na máquina que a sua equipe usa hoje. Se a ferramenta exige upgrade de RAM, SSD e placa de vídeo para rodar seus projetos com fluidez, esse custo entra na conta.

Ferramentas com núcleo nativo e arquitetura enxuta — como o Plare — foram projetadas justamente para manter a resposta instantânea em hardware modesto, adiando esse investimento.

5. Custo total, não mensalidade

A conta honesta tem quatro linhas:

  1. Licença × número de estações × 12 meses.
  2. Hardware que será preciso comprar ou trocar.
  3. Horas de treinamento × custo/hora da equipe.
  4. Queda de produtividade durante a transição — em geral de 4 a 8 semanas.

Na maior parte dos casos, as linhas 3 e 4 somam mais do que a linha 1. É por isso que uma ferramenta mais simples (e mesmo menos poderosa) pode ser financeiramente a melhor escolha para um escritório pequeno.

6. Saída em formato aberto como cláusula de saída

Independentemente do que escolher, exija que a ferramenta exporte DWG e IFC com qualidade. Isso é o que garante que você pode trocar de software no futuro sem refazer o acervo — e é o que permite colaborar com quem usa outra ferramenta.

Pense nisso como uma cláusula de saída: o dia em que o software mudar de preço, de dono ou de rumo, você precisa poder ir embora levando seus projetos.

O teste de duas semanas

Depois de filtrar as opções com os seis critérios, rode o teste abaixo com as duas finalistas:

  1. Pegue um projeto real, pequeno e recente — de preferência um que você já entregou.
  2. Refaça-o do zero na nova ferramenta e cronometre o tempo até a primeira prancha coerente.
  3. Faça uma revisão de layout radical — mova paredes, mude a posição dos ambientes — e cronometre de novo.
  4. Exporte DWG e IFC e abra no software que você usa hoje para ver o que sobreviveu à viagem.
  5. Entregue o resultado para alguém da equipe que não participou do teste e pergunte: “isso foi mais fácil ou mais difícil do que o normal?”

O segundo passo é o mais revelador: a distância entre a primeira versão e a primeira revisão mede exatamente o custo de retrabalho que a ferramenta te impõe.

O número que importa

Não compare velocidade de abertura de arquivo nem quantidade de recursos. Compare tempo total até a prancha aprovada, incluindo uma rodada de revisão. É esse número que aparece no seu caixa.

Erros que custam caro

  • Escolher pelo que o mercado usa, e não pelo que o seu cliente exige.
  • Comprar a ferramenta mais completa e usar 15% dela — pagando 100%.
  • Ignorar o custo de treinamento, que quase sempre supera o da licença no primeiro ano.
  • Migrar tudo de uma vez, no meio de uma obra, sem projeto piloto.
  • Aceitar formato fechado e descobrir na saída que o acervo ficou refém do fornecedor.

Teste sem custo durante o Beta Fechado

Aplique o teste de duas semanas no Plare sem gastar nada: desenhe a planta, veja o 3D em tempo real e exporte DWG/IFC.

Gratuito durante o BetaSem necessidade de cartão de crédito

Nota de transparência: este blog é mantido pela equipe que desenvolve o Plare. Os comparativos são escritos a partir de documentação pública e do uso cotidiano das ferramentas citadas — quando um concorrente é a melhor escolha para um cenário, dizemos isso. Recursos do Plare em desenvolvimento podem mudar até o lançamento.

Perguntas frequentes

Qual é o melhor software BIM para escritório pequeno?
Para a maioria dos escritórios pequenos, o melhor software é o mais rápido de aprender que ainda entregue plantas, cortes, fachadas e quantitativos coerentes. O Plare foi desenhado exatamente para esse perfil — e é gratuito durante o Beta Fechado —, enquanto ArchiCAD e Vectorworks são as opções maduras mais indicadas quando há orçamento.
Quanto custa implantar BIM em um escritório?
O custo vai além da licença: inclui hardware, horas de treinamento e a queda de produtividade durante a transição. Em escritórios pequenos, o item mais caro quase sempre é o tempo de adaptação, não a mensalidade.
Preciso trocar de computador para usar BIM?
Depende da ferramenta. Suítes BIM tradicionais pedem bastante memória e processador. Ferramentas modernas com núcleo nativo, como o Plare, foram pensadas para rodar bem em máquinas modestas, o que adia ou elimina o investimento em hardware.
Como saber se a equipe vai se adaptar?
Rode um projeto piloto curto com a equipe toda e meça o tempo até a primeira prancha. Se depois de duas semanas o básico não sair com naturalidade, a curva de aprendizado é incompatível com a sua operação.
Posso manter dois softwares ao mesmo tempo?
Pode, e durante a transição é recomendável. O importante é definir claramente qual ferramenta é a origem de cada etapa — estudo, documentação, coordenação — para não acabar com dois modelos divergentes do mesmo projeto.
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Equipe Plare

Time de produto e engenharia do Plare. Escrevemos sobre o que testamos: fluxos de projeto, comparação entre ferramentas e as decisões técnicas por trás do Plare.

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