Desenho técnico, sem cerimónia

O Plare nasceu de uma irritação simples: a mesma parede desenhada três vezes, em três programas, porque nenhum deles guardava o que a parede era.

Porque é que isto existe

Quem desenha plantas passa o dia a repetir trabalho. A parede é levantada em planta, cotada na prancha e reconstruída em 3D — e quando alguém pede para a mover 40 cm, os três desenhos deixam de concordar. O desenho é uma fotografia do projeto; o projeto é outra coisa.

O Plare guarda o projeto. Uma parede tem espessura, altura, camadas e vãos; uma cota está presa a cantos e eixos, não a coordenadas soltas. A planta e a perspetiva leem o mesmo modelo ao mesmo tempo, por isso mover uma parede não é uma tarefa de sincronização — é só mover a parede.

A equipa é pequena e escreve o que o programa faz, não o que gostaria que fizesse — o que ainda não desenha aparece cinzento no menu, a dizer «em breve».

No que acreditamos

Três decisões que explicam quase tudo o resto — o que o programa faz, o que guarda e como se comporta.

  1. O modelo é a verdade

    Nada é gerado a partir do desenho. A planta, a perspetiva, as áreas e a prancha são quatro leituras do mesmo dado — é por isso que não podem discordar.

  2. O projeto é seu

    O `.plare` fica guardado no seu disco e abre sem o programa. Não há formato fechado nem conta obrigatória para abrir o que desenhou.

  3. Uma ferramenta de cada vez

    Atalhos de teclado a sério e menus que não mudam de sítio. Quem vem do AutoCAD encontra as ferramentas onde sempre estiveram; quem nunca desenhou tem o Copilot para o primeiro traço.

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